Teste de maturidade

O que é: um método aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia em 2003. O teste tem 45 afirmações (exemplo: Sempre me preocupo com o que os outros pensam), e o paciente deve assinalar qual é o grau de concordância com a frase, numa escala entre 1 e 5. A partir do resultado, o psicólogo conduz sua orientação, para que o jovem tome uma decisão ponderada.

Quanto tempo leva a orientação: de dois a três meses.

Qual é o custo da orientação: cerca de 400 reais.

Onde procurar os psicólogos que aplicam o teste de maturidade: no cadastro da Associação Brasileira de Orientação Profissional (www.abopbrasil.org.br).

Quem fez o teste de maturidade: Camila Strapetti, de 17 anos. Ela gostava de cinco carreiras na área de humanas – direito, jornalismo, relações públicas, propaganda e marketing e relações internacionais -, mas tinha um conhecimento superficial sobre as profissões.

Sua opinião sobre o método: essa foi a primeira vez que Camila encarou sessões de terapia. "No começo, foi difícil aceitar que eu não estava madura para decidir sobre meu futuro. Eu tinha impressões distorcidas sobre as profissões", diz.

Que atividade mais a ajudou na tomada de decisão: as conversas com profissionais em atuação nas áreas pelas quais tinha interesse. "Passei a tarde num escritório de advocacia e acompanhei uma ida ao fórum", diz. Depois dessa experiência, ela conversou com sua psicóloga e descobriu que até os pontos fracos de sua personalidade são úteis no exercício do direito – a sua escolha. "Sou teimosa. Não paro de argumentar enquanto não assimilam meu ponto de vista", diz.
 
O que é: são atividades que provocam reflexão sobre a personalidade e as aptidões dos jovens e simulam situações do cotidiano de trabalho. Num dos exercícios, eles têm de propor a abertura de uma empresa.

Quanto tempo leva a orientação: entre dois e quatro meses.

Qual é o custo da orientação: de 400 a 1000 reais em empresas. Ela é gratuita em universidades.

Onde procurar esse tipo de auxílio: nas universidades PUC (MG, SP e PR), UFSC, UFRS, USP, UEMG e UFBA. Em empresas: Nace, Colméia e Career Center (São Paulo), Vocatio (Belo Horizonte) e Projecto (Porto Alegre).

Quem participou de dinâmicas de grupo para decidir a carreira: Carmem Aguiar, de 17 anos. Ela estava na dúvida entre moda e geografia, a formação de seus pais.

Sua opinião sobre o método: "Todas as pessoas do grupo se ajudavam e, ao final, eu senti que a decisão não foi imposta por um orientador", diz.

Que atividade mais a ajudou na tomada de decisão: "Tínhamos de escrever num papel qual presente daríamos a nossos colegas a fim de ajudá-los em sua carreira. Todo mundo me deu coisas relacionadas à moda, como tecidos e revistas femininas", diz. Nessa hora, Carmem percebeu que passa a imagem de uma pessoa ligada em moda. "Não há nada de mal nisso. Eu venci o preconceito que tinha, de achar que moda era uma carreira fútil, e assumi esse sonho", diz.

BBT (sigla em alemão para teste com fotos de profissões)

O que é: uma atividade importada da Suíça na qual o psicólogo distribui 96 cartões com imagens de situações de lazer e de trabalho. Deve-se separá-los em três grupos: os que agradam, os que desagradam e aqueles que são indiferentes. Pode ser aplicado em grupo ou individualmente. Também é aprovado pelo Conselho de Psicologia.

Quanto tempo leva a orientação: no mínimo três sessões semanais.

Qual o custo da orientação: cerca de 100 reais por hora, em consultórios particulares. Ela é gratuita em universidades.

Onde procurar os psicólogos que aplicam o teste BBT: nos cadastros da Associação Brasileira de Orientação Profissional (www.abopbrasil.org.br) e da USP de Ribeirão Preto.

Quem fez o teste BBT: Nicolas Gallbach, de 23 anos. Ele estava na dúvida entre engenharia, arquitetura e administração.

Sua opinião sobre o método: as fotos o estimularam a refletir sobre algumas questões como "Eu gosto de ficar dentro de um escritório?" e "Pretendo ser empresário?".

Que atividade mais o ajudou na tomada de decisão: a reflexão com base nas fotos. Nicolas percebeu que gostava mais de trabalhar com dinheiro, um bem palpável, do que de desenvolver projetos e sonhos. Excluiu, pois, as alternativas da engenharia e da arquitetura.

(Veja)