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Congressos e Seminários
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07 de Maio de 2009
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Especialistas debatem cultura e jornalismo
“A cultura é a própria formação do homem. Infelizmente, toda cultura hoje é indústria cultural”. A afirmação da filósofa e colunista da revista Cult, Márcia Tiburi, deu início ao segundo dia do I Congresso de Jornalismo Cultural, que acontece na cidade de São Paulo, de 5 a 7 de maio.
Para o professor de comunicação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e editor da revista Caros Amigos, José Arbex Júnior, o jornalismo cultural hoje não passa de reprodução de press release - declaração pública oficial. “É a pura propaganda de produtos, anúncios e lançamentos, que a assessorias têm interesse em divulgar”, destacou.
Segundo Márcia, a cultura hoje não consegue ir além da produção dos bens de consumo. “Estamos transformando a cultura em uma indústria, onde o que mais vale são os produtos”.
O diretor regional do SESC-SP, Danilo Miranda, que também estava presente, não tem uma visão tão pessimista. “Ainda existe muita coisa boa, e a cultura é muito importante para o jornalismo, já que é formação e pode decorrer como componente ético”, disse.
O diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Humbert Alquéres, discordou. “Tem ações culturais que acontecem e que servem como reflexão para as pessoas. O festival de documentários É tudo verdade e a Virada Cultural, são bons exemplos”.
Outro problema cultural levantado pelo professor são os aparatos tecnológicos. “Os aparatos tecnológicos são aparatos culturais, pois neles estão embutidas visões de mundo e essa visão de mundo é exportada junto e nos influencia”.
Arbex também ressaltou que atualmente a produtividade se torna um valor. “Muitos desses aparatos tem inspiração militar e um compromisso com a eficácia e produtividade. Por exemplo, mandamos ‘torpedos’ SMS, nos referimos ao público-‘alvo’, e garantimos a melhor ‘performance’”, finalizou.
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