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Aprovada apenas uma de cinco marcas de batomJulia Dietrich
Bem-humorado, mas preocupado, o trio de estudantes do curso de farmácia do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET) Química, do Rio de Janeiro, apresenta na 5º Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) rica análise sobre batons provenientes de três mercados populares da cidade carioca. Neles foram encontrados microorganismos nocivos à saúde dos consumidores. Selecionado por vencer a afiliada "Semana da Química", o trio decidiu propor uma idéia inovadora que consistiu em avaliar objetos de consumo que, muitas vezes, passam despercebidos nas pesquisas científicas. "Nosso objeto de estudo é barato e, portanto consumido por um grande número de pessoas", explica Vinícius Campos, que divide a exposição com as colegas Raphaella Monteiro e Michelle Sarcinelli. As cinco amostras de diferentes marcas foram qualificadas quanto à presença de coliformes fecais, mesófilos, safilococcus e pseudomonas aeroginosas, nomes complicados, mas que, em suma, são excreção e microorganismos responsáveis por inúmeras doenças, desde moléstias intestinais até gangrenas gasosas e infecções resistentes à boa parte dos antibióticos. De todas elas, apenas uma passou no teste, não apresentando quantidade superior a 500 colônias por grama de mesófilos e ausência dos outros três microorganismos. "É realmente preocupante e mostra a necessidade de que órgãos competentes verifiquem o comércio, pois os consumidores que adoecem não podem pagar planos particulares e acabam na rede pública de saúde, que já não funciona direito", observa Monteiro. Os testes foram feitos com precisão, observando as condições necessárias para efetuar os procedimentos da pesquisa, mas, mesmo assim, a estudante Sarcinelli aponta que pode ter ocorrido contaminação de algumas amostras, verificando a presença de fungos. "A presença de determinadas bactérias porém é indicador certeiro de contaminação no comércio ou na própria indústria onde os batons foram fabricados", explica. Para Monteiro, uma forma simples de se prevenir de alguns problemas é verificar a validade. "Muitos vendedores falaram que não tinha perigo usar o batom vencido. Nós o compramos, fizemos o teste e provamos que a amostra estava contaminada", revela. leia também
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