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Notícias de Educação
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04 de Junho de 2009
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Professores, servidores e judiciário baiano param pedindo melhoria salarial
A capital baiana vive uma quarta-feira de paralisações no setor público. Além dos professores da rede municipal, que estão em greve por tempo indeterminado desde a segunda-feira (1º), os demais servidores municipais decidiram paralisar por 72 horas as atividades em todos os órgãos ligados à prefeitura a partir de hoje (3).
O movimento atinge cerca de 22 mil funcionários, que estão em campanha salarial. Eles reivindicam piso de R$ 695, Plano de Cargos e Salários, assistência à saúde e melhores condições de trabalho, entre outros.
Os professores da rede municipal de Salvador anteciparam-se ao movimento coletivo e cruzaram os braços na segunda-feira (1º). Na semana passada, eles realizaram um movimento de paralisação por 72 horas, pedindo melhoria salarial. Como não houve avanço nas negociações com o município eles decidiram, em assembleia ocorrida na última sexta-feira (29/5), deflagrar a greve geral. A categoria quer aumento salarial de 9,01% e plano de saúde.
"Entregamos uma pauta com os pleitos da categoria no dia 1° de abril, mas até aqui não obtivemos qualquer resposta da secretaria", justifica Elza Souza, diretora da APLB-Sindicato, entidade que representa os docentes na Bahia.
Ela garante que cerca de 90% dos 5.500 professores municipais adeririam ao movimento. "Os poucos que ainda permanecem em sala de aula estão sendo convencidos pelos colegas a também parar", informa.
Os docentes realizaram um apitaço nesta manhã em frente à sede da Secretaria de Educação, cobrando um posicionamento da prefeitura. O sub-secretario de Educação, Eliezer Cruz, disse que, para se manifestar, o órgão depende da posição de outras secretarias.
Postos de saúde e da Defesa Civil são a exceção do movimento, pois são considerados atividades essenciais. Conforme informações do diretor do Sindseps (Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador), Edmilson Pereira, órgãos como a Transalvador (que controla o trânsito na capital) e a Guarda Municipal, funcionam com efetivo de 30%, em atendimento à legislação.
Pela manhã, os trabalhadores dividiram-se em manifestações na Praça da Cruz Caída, na Praça da Sé, próximo à sede da prefeitura, no Centro Histórico da cidade, e em frente à sede da Sucom (Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo) onde chegaram a realizar piquetes, tentando impedir a entrada de qualquer servidor que quisesse trabalhar.
A paralisação foi decidida em assembleia realizada na noite da última terça.
"Chegamos ao limite de nossa paciência, não nos restou outra alternativa que não parar", diz o sindicalista Gustavo Mercês.
Com a paralisação, operações como a "tapa buracos", que vem minimizando os efeitos das fortes chuvas que caíram recentemente sobre a cidade, foram suspensas nas principais ruas e avenidas. Conforme o sindicato, caso não haja entendimento com a prefeitura até sexta-feira (5), a categoria entrará em greve por tempo indeterminado a partir da segunda-feira (8).
Everaldo Braga, coordenador geral do Sindseps, explica que os servidores têm feito paralisações pontuais desde 21 de maio, mas, segundo ele, a prefeitura não apresentou nenhuma contraproposta.
No Estado, os servidores do judiciário paralisaram as atividades por 24 horas para a realização de uma assembleia extraordinária, no fórum Ruy Barbosa, localizado no bairro de Nazaré. Os servidores reivindicam reajuste salarial de 5,09% e aumento no ticket refeição. A implementação de alguns itens da Lei de Organização Judiciária, que foi reformada em 2008, também está na pauta da categoria.
Conforme o Sinpojud (Sindicato do poder Judiciário do Estado da Bahia), em consequência da paralisação, os cartórios, tabelionatos, juizados, varas cíveis e criminais de Salvador não funcionam, à exceção de serviços essenciais, como o plantão judiciário, emissão de guia de sepultamento, liberação de habeas corpus e liminares referentes a planos de saúde.
(UOL)
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