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Interiorização das indústrias precisa ser mais intensa em SP
A afirmação é do economista Miguel Matteo que participou da mesa “O Futuro da metrópole industrial”, no lançamento do Conselho de Desenvolvimento das Cidades, em São Paulo. O objetivo do Conselho é promover a discussão de soluções viáveis para os problemas que a cidade enfrenta. Segundo o economista, o processo de descentralização já é uma realidade, pois as empresas buscam diminuir seus custos, espaço para crescer e um sistema logístico que favoreça o escoamento da produção. Mas para que esse movimento comece a influenciar a qualidade de vida na capital, ele precisa ser mais intenso. 36% do Produto Interno Bruto (PIB) paulista - soma de todas as riquezas produzidas – ainda é gerado na capital. “Para ter uma idéia, 440 municípios de São Paulo dividem 5% do PIB total do estado”, disse. “O tamanho da economia do município de São Paulo é igual ao PIB do Chile. Os municípios do ABC têm o PIB do Uruguai e a soma das riquezas produzidas no estado de São Paulo é igual a da Argentina. Enquanto isso, Campinas, Sorocaba, Santos, São José dos Campos, em conjunto com a região metropolitana de São Paulo, somam 90% da produção industrial do estado de São Paulo e 40% da produção do país. Uma economia gigante”, detalhou. Rumo ao interior Durante a apresentação, Matteo lembrou que além das indústrias, a população também tem buscado o interior para fugir dos problemas da capital. Apesar disso, muitas pessoas mudam o local da moradia para o interior, mas, como parte das empresas acaba ficando na capital, precisam se deslocar diariamente. “São Paulo já é uma macrometrópole. É só olhar as Rodovias Bandeirantes, Castelo Branco, Raposo Tavares e Dutra pela manhã”, lembrou os congestionamentos que atingem as estradas que servem a capital paulista. “Nesse modelo voltado para o automóvel, as pessoas vivem cada vez mais longe e é cada vez mais difícil chegar ao destino. Quem fugiu de São Paulo para morar em Alphaville – condomínio de luxo da Grande SP -, por exemplo, por causa do trânsito, está começando a repensar um pouquinho. A pessoa até chega antes, mas antes no congestionamento. Hoje em dia, quem mora no interior acaba que fazendo sua vida por lá”, exemplificou Matteo. Outro processo observado pelo economista é o da descentralização das indústrias dentro da própria cidade de São Paulo. “O Centro industrial de Itaquera, por exemplo, têm bons terrenos. Algumas atividades já estão se movendo para lá. A dinâmica da indústria e dos serviços vai atrás dessa descentralização. Ainda que pequeno, já percebemos o aumento de indústrias na região Leste, reflexo de ações da prefeitura, que deseja promover a área, que é carente de infra-estrutura e malha viária, tornado-a um grande pólo”, concluiu. leia também
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