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Notícias de Educação

27 de Maio de 2008

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Educação brasileira avança, mas precisa atrair professores talentosos

Paula King

“Apesar de ocupar as últimas colocações nos rankings internacionais de ensino, o Brasil mostra progressos na educação”. A afirmação é do diretor do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) - exame mundial de aprendizagem -, Andreas Schleicher, que participou nesta semana de um seminário em São Paulo (SP).

Schleicher disse que um dos pontos positivos do país é a aplicação de diversos sistemas de avaliação. Atualmente, a qualidade da educação brasileira é medida pela Prova Brasil e pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), ambos federais, além dos exames estaduais. Segundo ele, esses são instrumentos importantes para direcionar as políticas públicas educacionais.

O diretor do Pisa, porém afirmou que o país ainda precisa avançar em diversos aspectos. Um deles é conseguir atrair para a carreira docente os melhores profissionais da sociedade. “O desafio é atrair bons profissionais para as escolas”, disse. 

No último resultado do Pisa, divulgado em dezembro do ano passado e que envolveu 57 países, o Brasil ficou em 53º em Matemática. A avaliação é desenvolvida e coordenada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Feita a cada três anos, ela busca avaliar o rendimento dos alunos de 15 anos nas áreas de Leitura, Matemática e Ciências. O resultado inclui dados da situação das escolas, país e sistema educacional. A medição é feita a partir de amostras entre 3,5 mil e 50 mil alunos de cada país. Atualmente, o Pisa cobre aproximadamente um grupo de países que concentra 90% de economia mundial.

“A condição social do Brasil é mais complicada do que a de outros países avaliados, como a Finlândia, onde todos querem ser professor”, comentou. Mesmo assim, segundo o diretor, na América Latina, o país é o que mais mostrou progresso.

Para ele, o crescimento econômico aumenta a distância entre os mais educados e os menos educados e, por isso, a urgência para melhorar as bases da educação. “O principal desafio brasileiro é o de investir mais em educação”, defendeu.

Investir mais em educação para Schleicher é trazer profissionais mais qualificados para as salas de aula. “É preciso oferecer a eles boas condições de trabalho e salários competitivos”.



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