Empresas investem na educação de seus funcionários

A educação dos funcionários é um dos principais investimentos que as empresas estão fazendo para melhorar a qualidade e a eficiência de seus serviços. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 28% das empresas instaladas na região nordeste e 18% das do sudeste investem em educação. Um exemplo disso é a Petroquímica Petrobras que, só no ano de 2004, investiu cerca de R$ 274 milhões na formação e qualificação dos funcionários.

Segundo o diretor de RH da Petrobras, Heitor Chagas, o investimento na educação dos funcionários é importante porque, além da empresa qualificá-lo para a função que ocupa, acaba não trocando muito seu profissional. "A nossa empresa não teria o padrão de qualidade que ela tem hoje se não fosse o investimento na educação e tecnologia dos funcionários", reconhece.

O investimento, que acontece há 50 anos, surgiu devido a necessidade de ter técnicos preparados para trabalhar na área de petróleo. "A formação é uma maneira de nós não dependermos apenas dos profissionais disponíveis no mercado internacional", afirma.

A empresa possui na sua estrutura uma universidade dedicada às tecnologias e gestão empresarial para o mercado petroquímico. "Os cursos são fundamentais para mantermos a competitividade e a qualidade da equipe", explica. A Universidade Petrobras é dividida em cinco escolas e já formou 24 mil alunos entre funcionários e futuros empregados. A entidade coopera também com universidades nacionais e internacionais para o desenvolvimento de pesquisas e projetos.

A empresa também treina os futuros profissionais que, dependendo da função, ficam de três meses a um ano até ocupar seus cargos. O ensino a distância é outro ponto fundamental para uma formação mais qualificada dos empregados que não completaram o ensino médio. O retorno pessoal, segundo o diretor, é visto no desenvolvimento da empresa ao longo dos anos. "A formação é fundamental pois sem ela a empresa não é nada", diz.

Outro exemplo de empresa que faz investimento em educação para os funcionários é a Sandivik que, desde o ano desde 2000, dá aulas de inglês para quem trabalha no chamado chão de fábrica. Segundo o gerente de RH da Sandivik, José Francisco D´annibale, a empresa resolveu investir nas aulas para que os funcionários se comuniquem diretamente com empresários estrangeiros que visitam a fábrica e para que entendam os manuais das máquinas que geralmente são em inglês.

O aprendizado da nova língua fez com que os funcionários se sentissem mais motivados a trabalhar, aumentando a produtividade e ampliando as oportunidades na carreira do operário. Só este ano, 10 funcionários do chão de fábrica foram para o exterior participar de treinamento.

A Volkswagen mantém, há 32 anos, um Centro de Formação Profissional (CFP) Senai/VW) que executa um programa de aprendizagem industrial e formação profissional para os futuros funcionários. O programa já formou 5.800 profissionais e deu o primeiro emprego a 100% dos formados.