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15 de Maio de 2008
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Feira internacional de ciências estimula a busca de soluções comunitárias
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Enviada especial a Atlanta, EUA
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Projetos simples e criativos, mas que geram algum impacto nas comunidades. Esse e o ponto norteador da Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (ISEF), que esta acontecendo nesta semana em Atlanta, nos Estados Unidos, e reúne mais de 1.500 jovens estudantes de todo o mundo.
“Mais do que projetos de alta inovação, acreditamos em propostas de utilidade prática que podem ser usadas para solucionar problemas locais”, explicou Roseli Lopes, coordenadora geral da Feira Brasileira de Ciências e Tecnologia da Universidade de São Paulo (Febrace) - feira parceira da ISEF, responsável por encaminhar parte dos jovens brasileiros que participam anualmente do encontro nos EUA.
Com mais de 59 paises participantes, o evento é hoje a maior feira de ciências pré-universitária do mundo. Todos os jovens cientistas são provenientes de outras 500 feiras afiliadas a ISEF, entre elas a Febrace e a Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), ambas no Brasil.
“A idéia não é reproduzir o que está nos livros. Ao desenvolverem os projetos científicos, os jovens estão provocando movimentos nas suas comunidades, incentivando outras pessoas a buscarem soluções para os problemas”, afirmou Roseli durante o encontro internacional. “Acreditamos que pequenos passos fazem com que os estudantes cheguem a longas distâncias. Não queremos que eles façam algo mirabolante. Basta saber que o pequeno passo pode ser tornar uma tecnologia social que pode ser incrementada aos poucos”.
De acordo Ruy Castro, gerente de educação da Intel no Brasil, as feiras de ciências também são um importante estímulo para o estudo da ciência e para a divulgação da metodologia cientifica. “Queremos conscientizar professores e alunos sobre o que é um método científico, a cultura da investigação. Devemos institucionalizar o valor e a necessidade de produzir pesquisa. Hoje não se dá valor a isso no Brasil”. Para ele, essas feiras, entretanto, além de serem boas alternativas para a pesquisa, têm efeito multiplicador. “Elas incentivam a criação de novas feiras não só no Brasil, mas no mundo todo e também influenciam a forma como as escolas interagem com os seus alunos”.
Segundo Roseli, embora o produto final seja de extrema importância, a propriedade intelectual não é o foco principal de feiras como a Mostratec, a Febrace e a Isef. Mesmo assim, só a feira internacional que está acontecendo nos Estados Unidos já tem pelo menos 20% dos projetos apresentados patenteados.
‘Sem duvida temos que reverter essas idéias em conhecimento e em tecnologia para o país, mas é fundamental que a gente foque o processo. Na verdade, investimos em bons estudantes. Os projetos são apenas os meios”, acredita Roseli.
“Após participar desses encontros, o jovem volta diferente porque trabalha questões como autonomia, responsabilidade, ética, auto-estima, aprendizado, inter-relacao com outros jovens e com os próprios professores”, apontou Marilise Poeta, presidente da Mostratec, que neste ano marca presença na feira americana com nove projetos e comemora o sucesso de alguns jovens, que transformaram suas idéias em empresas e, hoje, exportam suas invenções para toda a América Latina.
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