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Notícias de Educação

07 de Julho de 2008

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Lula desiste de comprar um laptop por aluno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desistiu de vez do projeto de comprar um computador para cada aluno da rede pública. Segundo apurou a Folha, o Palácio do Planalto considera que o projeto ficou caro demais e que teria menos eficiência do que instalar laboratórios de informática nas 55 mil escolas públicas do país.

Nas palavras de um ministro, esses laboratórios poderão funcionar como "lan houses". Ou seja, poderiam ser usados também fora do horário escolar.

Como alternativa para incentivar a compra de computadores individuais, o governo pretende estimular o financiamento de bancos privados e públicos para a compra de máquinas mais populares. Há possibilidade de subsídio federal a essas linhas de financiamento.

O projeto do UCA (Um Computador por Aluno) surgiu após Lula ouvir de Nicholas Negroponte, professor do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA), em 2006, a proposta do laptop educacional de baixo custo. Na época, Negroponte falou em um custo de US$ 100 por unidade.

"Nós já chegamos ao preço de US$ 150, mas o desejo é construir um de US$ 100", disse, então, o presidente Lula.

O XO, laptop oferecido pela OLPC, ONG de Negroponte, saiu por R$ 697 em dezembro -cerca de US$ 435 na cotação atual da moeda. O laptop mais barato foi o oferecido pelo grupo Positivo, por R$ 654 -cerca de US$ 408, em cotação atual.

Para Lula, esse preço inviabiliza o projeto. Oficialmente, entretanto, a Secretaria de Educação a Distância, do MEC, não confirma o fim do projeto.

O Palácio do Planalto cogita implementar um programa parcial como teste para um projeto para toda a rede pública no futuro. Assim, manteria o discurso de que não desistiu da idéia de um computador por aluno e que, um dia, com o barateamento das máquinas, poderá ser estendido para todos os alunos da rede pública.

Hélio Rotenberg, presidente da Positivo Informática, afirma que o preço de US$ 100 é impossível de ser atingido nas condições pedidas pelo governo, como a garantia de três anos. Ele disse ainda que não sabe da intenção do governo de abandonar o projeto e que a Positivo está preparada para um eventual novo pregão. "Ganhar de novo o UCA era uma das nossas ações do ano muito claras", disse.

(Folha de S.Paulo)




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