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Ensino Superior
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03 de Novembro de 2009
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Estaduais pedem resultado de exame até 15 de janeiro
As estaduais Unesp (paulista), UEM (de Maringá) e UEPG (de Ponta Grossa) deram um ultimato ao MEC (Ministério da Educação): ou recebem as notas do Enem até a segunda quinzena de janeiro ou não vão usar o resultado do exame no processo seletivo deste ano.
A decisão foi entregue em forma de documento ao ministério após reunião da Abruem (Associação Brasileira dos Reitores de Universidades Estaduais e Municipais) em Manaus entre 14 e 17 de outubro.
A promessa do Inep (órgão do MEC responsável pelo Enem) é divulgar as notas da parte objetiva e da redação, juntas, até 5 de fevereiro.
De acordo com o reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa e presidente da Abruem, João Carlos Gomes, estaduais como UEPG, UEM e Unesp não poderão adiar o início do ano letivo em razão do Enem. "Nós queremos usar o Enem, mas nós temos que divulgar nossos resultados entre 15 e 20 de janeiro", diz.
A necessidade atinge essas três estaduais porque elas usam o Enem para compor as suas notas.A UEPG usa o Enem como bônus em sua pontuação final. A UEM e a Unesp usam o exame na composição da nota.
Gomes acredita que a solicitação possa ser atendida. "Pela experiência que temos em vestibular, talvez seja possível liberar a parte objetiva. Cabe ao Inep decidir se pode liberar o resultado das [questões] objetivas separadamente."
Procurado, o Inep informou que ainda não tem uma resposta para as universidades.
Unicamp e USP já avisaram que não vão poder esperar até fevereiro e, por isso, desistiram de usar o Enem nas notas.
Não existem informações centralizadas sobre a utilização do exame nacional pelas estaduais. Em pelo menos duas, na Uern (do Rio Grande do Norte) e na Uenf (norte fluminense), o Enem continuará a ser usado no vestibular mesmo depois do adiamento da prova.
Na Uern, o resultado global do Enem, com prova objetiva e redação, vale 20% da nota final do candidato. Na Uenf, o Enem, inclusive a redação, serve como forma única de seleção em 7 dos seus 15 cursos.
(Folha de S.Paulo)
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