Educação Integral na Cidade – Portal Aprendiz

Alfabetização de crianças com seis anos

Camila Rodrigues tem seis anos e já sabe ler; ela está se familiarizando com os sons e a grafia de cada letra. Agora, ela está conhecendo melhor o som e a forma escrita da letra V. A menina estuda na Escola Estadual Coelho Neto, na periferia de Porto Alegre. O ministro da Educação, Fernando Haddad, e a secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, viram de perto como a menina e seus 23 colegas de turma conseguem ler compassadamente o pequeno texto de três frases no livro didático.

O grupo de 24 alunos faz parte de um projeto-piloto de alfabetização de crianças aos seis anos, idade em que ingressam no ensino de nove anos. A secretaria estadual de educação está testando três diferentes métodos de alfabetização: o fônico, a fusão entre construtivista e tradicional (silábico e alfabético) e o pós-construtivista.

O ministro quis saber como a professora Scheili Vargas avalia o projeto e quais suas reivindicações quanto ao material didático fornecido pelo MEC. Scheili acha que não há material adequado para alfabetização na faixa etária dos seis anos e que o material existente privilegia textos muito longos, para crianças ainda não acostumadas aos sons e formas de cada letra. “É preciso que a criança conheça as letras, saiba o som de cada uma e depois parta para o texto, que precisa ser mais curto”, recomendou a professora.

O método funciona para Camila que, pronunciando cada som, lê sem dificuldades a frase: “A ave levou o véu da vovó”. A recompensa foi um beijo do ministro, entusiasmado com o projeto, que antecipa uma das metas do Plano de Desenvolvimento da Educação. Segundo o plano de metas Compromisso Todos Pela Educação, toda criança precisa estar apta a ler e escrever até os oito anos de idade. “O MEC não poupará esforços para apoiar iniciativas como esta”, disse o ministro.

O projeto de alfabetização aos seis anos teve início este ano com a adesão de 73 municípios e 550 turmas de primeiro ano do ensino fundamental. Ao final do ano letivo, o processo será avaliado pela Cesgranrio, que irá verificar os avanços e dificuldades na alfabetização das crianças a partir dos três diferentes métodos.

(Envolverde/MEC)