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Fazendo a Diferença
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22 de Outubro de 2009
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Festival reúne contação de histórias em mais de 40 pontos da cidade de SP
Até o próximo domingo (25/10) a cidade de São Paulo (SP) estará cheia de histórias da cultura popular brasileira, africana, cantigas populares e trovinhas para serem ouvidas. O V Festival A Arte de Contar Histórias, evento gratuito, que começou no dia 17 de outubro, reúne mais de 50 grupos dedicados às narrações de histórias e contadores individuais.
A iniciativa acontece em 40 bibliotecas públicas, cinco bosques de leitura, quatro roteiros para ônibus-biblioteca e dois pontos de leitura. O evento é anual e foi criado pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo em 2005 com o objetivo de promover a cultura da tradição oral, além de incentivar a leitura para crianças, jovens e adultos.
“O festival começou com 20 bibliotecas. São atividades espalhadas pela cidade toda. A diversidade é muito grande. A ideia é realizar a semana no mês de outubro, que é o mês da criança, buscando incentivar a tradição oral e a leitura”, diz a responsável pelo projeto, Alice Bandini, que atua na Divisão de Programação do Sistema Municipal de Bibliotecas da Prefeitura de São Paulo.
Na programação, destacam-se companhias como a Patética, que narra contos de Cecília Meirelles, Os Tapetes Contadores de Histórias, do Rio de Janeiro, e As Meninas do Conto, que desde 1995 pesquisam diferentes linguagens narrativas.
“As histórias podem transformar e aproximar as pessoas. Hoje, diante do exagero de informações, paramos poucas vezes para ouvir o que verdadeiramente queremos. E as histórias podem despertar nossos mais profundos sentimentos e reflexões, diante do mundo e de nós mesmos. Elas permitem que sempre tenhamos um deslumbramento, uma admiração pelas coisas mundo”, destaca a atriz e contadora de histórias Simone Grande, do grupo As Meninas do Conto.
As Meninas do Conto cria seus espetáculos a partir dos contos tradicionais populares e trovinhas musicadas como: A menina enterrada viva e Brinquinho de ouro.
O escritor e contador de histórias Ilan Brenman, que também está na programação do Festival, concorda com Simone. “Com o surto do consumo desenfreado e da aceleração do tempo, colocamos na frente apenas questões materiais e não conseguimos parar para ouvir o outro. Você conseguir contar uma história para alguém é maravilhoso”.
Ele explica que existem duas frentes de trabalho para contadores de histórias: uma que está mais ligada ao teatro e outra que tem uma relação mais com a narrativa e a própria oralidade.
“Faço as contações de histórias sozinho. Também não utilizo recursos visuais. Simplesmente, sento e começo a contar. Todos podem contar histórias, a oralidade é intrínseca ao homem, uma pena que ela vem perdendo seu valor com o tempo”, lamenta.
Uma novidade deste ano é a expansão das contações com intérpretes de libras (Língua Brasileira de Sinais). Em 2008 apenas quatro bibliotecas tinham capacidade para receber esse público. Neste ano, são dez.
Para quem quiser aproveitar o festival no fim de semana, boas opções são os Bosques da Leitura, localizados nos parques do Carmo, Luz, Ibirapuera, Piqueri e Anhanguera. As atividades acontecem no domingo (25/10), das 11h às 15h, em todas as unidades.
“Numa cidade como São Paulo é fundamental um Festival como esse. Venho percebendo uma grande procura de pessoas que querem contar e ouvir histórias. Isto prova que precisamos destes e de outros festivais. Mas é necessário ampliar sua abrangência. Todas as escolas deveriam receber contadores de histórias, e as praças precisariam ficar repletas deles. Uma semana é muito pouco para o tamanho da cidade”, finaliza Simone.
A programação completa está no site www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/
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O Fazendo a Diferença divulga ações e programas que buscam, de maneira criativa, solucionar problemas locais. Além de divulgar as iniciativas, a ideia é apresentar exemplos que possam ser disseminados em todo o país.
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