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19 de Maio de 2008

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Aos 16 anos, brasileiro cria protetor solar anticâncer

Marina Rosenfeld

Enviada Especial a Atlanta, EUA

Diferente dos protetores solares convencionais, o protetor solar Urucun, além de prevenir contra os raios solares, evita o desenvolvimento de câncer de pele. Talvez o produto não causasse tanta surpresa se o inventor não fosse um jovem brasileiro de 16 anos.

Bruno Fernando de Oliveira Buzzo, da cidade de Rio Claro (SP) - que apresentou seu projeto durante a Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (ISEF), em Atlanta (EUA) -, provou que o produto funciona em termos físicos e comerciais. “Alem de ajudar a prevenir o câncer, é 41% mais barato que os protetores convencionais”, explicou.

De acordo com Buzzo, foram feitos testes em ratos de laboratório para comparar os efeitos de um protetor solar comum e o desenvolvido por ele. “O Urucun não só mantém a cor da pele, como também evita queimaduras superficiais e estresse celular (quando a célula se reproduz rapidamente e propícia o desenvolvimento de câncer)”.

Para produzir a fórmula, Buzzo usou pesquisas da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Os estudos mostraram que a freqüência de câncer nos índios é menor que nos negros. Teoricamente isso não faz sentido porque os negros têm muito mais pigmentação na pele. Os índios, por sua vez, quase não têm câncer de pele. Fui atrás para entender o que eles tinham de diferente e descobri que era a pintura corporal que eles usam em seus corpos”.

Chegada à conclusão, o estudante usou a substância da pintura corporal dos índios para desenvolver um extrato que potencializa os protetores solares convencionais. O resultado foi um protetor com propriedades contra melanomas e carcinomas.

“Após a ISEF pretendo aprofundar a pesquisa e, se possível, produzir o produto em escala industrial”, comentou Buzzo, ao se dizer surpreso com a sua participação na feira internacional. “Participei da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), da Universidade de São Paulo, em março e logo em seguida fui selecionado para participar da feira nos Estados Unidos. É uma oportunidade única na minha vida, porque além de trocar experiência com novas pessoas, tenho a oportunidade de conhecer os melhores projetos mirins de ciência de todo o mundo“.


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