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Ensino Superior

22 de Junho de 2006

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MBA no exterior é opção para conquistar diferencial

Em busca de um diferencial já difícil de se oferecer no mercado de MBAs,  instituições têm investido em convênios com parceiros no exterior. Com um precinho um pouco mais salgado, os alunos passam parte do curso fora do País, aprendendo com professores de lá e conhecendo colegas executivos do mundo todo. Há módulos de aulas feitos na China, Hong Kong, nos Estados Unidos e na Europa.

"O importante é que o aluno entenda que se trata de uma imersão internacional. Ele vai estudar o tempo todo, aprender a negociar com estrangeiros, visitar empresas e não fazer turismo", diz o responsável pelo curso One MBA, da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas
(Eaesp/FGV), Abrahan Laredo Sicsu. A turma é formada por alunos de várias nacionalidades e eles passam cerca de 10 dias em cada país, entre eles México, EUA, China, Holanda. Há viagens de quatro em quatro meses, nas quais são recebidos pelas instituições estrangeiras parceiras.

"Eu fazia trabalhos conjuntos, por teleconferência com o Cairo, por exemplo. Você aprende que um produto às vezes pode dar certo para a realidade brasileira e não para a européia", diz Cássio Tietê, que fez o curso na Eaesp/ FGV.Para ele, os módulos no exterior valeram mais do que um MBA feito inteiramente lá fora por causa do preço mais baixo e por não precisar se ausentar do emprego por muito tempo.

As universidades estrangeiras, no entanto, têm investido no mercado brasileiro para conquistar estudantes executivos. A Universidade Yale pretende organizar
um evento no ano que vem para divulgar seus cursos e principalmente um MBA que une meio ambiente e negócios, diz o representante para assuntos internacionais da instituição, João Aleixo.

A Austrália abriu no ano passado no País um órgão do consulado apenas para assuntos educacionais, que promove as 39 universidades do país. Lá, os preços são mais baixos que nos EUA e paga-se entre 20 mil e 40 mil dólares australianos por MBAs bem posicionados em rankings mundiais.

"Um bom curso fora mostra que o executivo investiu em educação, mas é preciso avaliar se os custos financeiros e de deixar o emprego por dois anos valem a pena", diz Bernardo Cavour, headhunter da Michael Page.

Na Fundação Dom Cabral, o módulo internacional custa US$ 500 para uma semana de aulas no Canadá, fora a passagem. "Eles enfocam áreas como inovação, empreendedorismo corporativo, globalização e liderança para busca de resultados", diz o responsável pelo MBA Executivo da fundação, Afonso Cozzi.
"Alguns alunos reclamam que é caro,mas depois que fazem,a resposta é excelente", completa.

Também com parceria canadense, a Business School São Paulo (BSP) recebe este ano a segunda turma do curso Omnium Global Executive MBA, feito com a Universidade de Toronto. O custo é de 50mil dólares canadenses, as aulas são em inglês e ele é todo organizado pela instituição estrangeira.

"Falamos de como criar consenso a partir da diversidade", explica Yann Duzert, responsável pelo mestrado internacional da FGV-Rio. Curso tem18 meses e é stricto sensu, ou seja,dá título de mestre, diferentemente MBAs no País, que são considerados especializações. professores brasileiros estrangeiros e módulos em vários países. Alguns doscursos com módulos fora exigem exames internacionais como TOEFEL,de inglês, eGMAT, de finanças.

(O Estado de S. Paulo)




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