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28 de Abril de 2008

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É preciso quebrar estereótipos para construir políticas públicas para juventude

Ana Loiola

“Ao contrário do que se afirma, a juventude de hoje é tão ou mais participativa do que as anteriores. Quem diz que os jovens são alienados e passivos, na verdade, está representando um desejo próprio e não a realidade”.

As palavras são do chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República do Brasil Luiz Dulci, que participou da abertura da 1ª Conferência Nacional da Juventude, que acontece em Brasília (DF), até o dia 30 de abril. Para ele, existe uma má interpretação quanto ao que a juventude de hoje busca. “O que acontece é que a sociedade evolui e os problemas dos jovens de hoje são outros”. 

Segundo a ex-presidenta do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), Elen Lith, a categoria juventude sempre foi muito estereotipada. “Não se pode pensar em política pública para jovem sem pensar em quebrar esses estereótipos”, disse.

Para o integrante do Conjuve, Maurício Santoro, o principal da conferência é o caráter mobilizador. “Conseguimos colocar em um mesmo espaço jovens de todo o Brasil, que terão oportunidade de trocar experiências durante esses dias”, explicou.

Santoro contou que existiu muito apoio para a realização da conferência. “Acredito que estamos tentando recuperar todo o tempo que ficamos sem discutir políticas públicas para juventude. Nos países vizinhos, os órgãos de juventude existem há muito mais tempo”, lembrou.  

Segundo Lith, foi o fortalecimento de diversas entidades que conseguiu tornar real a Conferência. “Agora, nós que somos sociedade civil não podemos deixar que essa conferência acabe aqui”, concluiu.




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