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Fazendo a Diferença
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12 de Agosto de 2009
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Jovens preservam cultura regional e obtêm renda
Preservar a cultura regional tornou-se meio de geração de renda para 200 jovens dos estados do Pará e Maranhão. A partir da troca de experiências com mestres artesãos, os participantes do projeto “Mestres do Futuro” aprendem a desenvolver produtos com materiais da região e obtêm renda, respeitando e preservando as tradições e os recursos naturais.
Espalhado por 12 cidades, o projeto é gerido por coordenadores locais. Em cada município são definidos os principais pontos de cultura e escolhe-se um artesão da comunidade.
Depois, são selecionados 15 jovens de baixa renda que tenham interesse e aptidão para o artesanato. Três vezes por semana, em encontros de três horas, os jovens são capacitados. Para participar, eles recebem uma bolsa de R$ 50.
Arte com Ouriço de Castanha do Pará, Esculturas de Imagens, Tarrafa, Arte em Cabaças e Sementes são exemplos de oficinas já realizadas. Todas buscaram respeitar o meio ambiente, trabalhando com materiais disponíveis na região.
Os trabalhos desenvolvidos são expostos para a comunidade. Há também uma exposição itinerante, gerenciada pela coordenação, que leva as obras para outras cidades.
Em Goianésia do Pará (PA), o projeto já apresenta resultados. O coordenador do projeto na cidade, o pedagogo Lindomar Pereira de Souza, conta que uma jovem que participou das oficinas já montou sua própria loja de artesanato. “Trabalhamos conceitos de empreendedorismo, cooperativismo e atuação em rede com os jovens”, explica Lindomar.
Nesta cidade, foram realizadas oficinas de artesanato com talos do Buriti e ouriço de Castanha do Pará. Os responsáveis pelo projeto escolheram também acompanhar os alunos na escola, para garantir um bom rendimento escolar.
Em São Pedro da Água Branca (MA), a oficina Arte em Palha de Tucum (uma espécie de palmeira da família do Babaçu) gerou diversos produtos. Entre eles, cestos de roupa, suportes para flores, apoios de panela, protetores de alimentos, chapéus e bolsas.
Desde o término da última oficina, encerrada em janeiro deste ano, os jovens ainda não criaram mecanismos de geração de renda, mas estão se preparando para isso. “Nem todos deram sequência aos trabalhos, mas aqueles que o fizeram estão buscando aprender mais e ensinar outras pessoas”, comenta a coordenadora do projeto na cidade, Miriam da Silva Pereira.
Miram lembra que é difícil para um jovem, ainda começando na área, ter uma produção em escala suficiente para gerar renda suficiente. Para contornar a situação, a estratégia tem sido montar oficinas. “Com maior estruturação, vamos buscar financiamentos, como o do Banco do Nordeste, que tem uma linha de crédito específica para jovens artesãos. Com isso, eles poderão montar suas oficinas”, explica Miriam. Para ser realizado o buscou apoio na Lei Rouanet.
Um dos maiores pontos do projeto talvez não tenha sido apenas o resgate e preservação da cultura ou a possibilidade de geração de renda, mas a melhora percebida na auto-estima dos envolvidos. Sonia Kavantan da produtora Kavantan, uma das idealizadoras do projeto, lembra da satisfação dos jovens com as oficinas. “Receber pelo seu trabalho e poder definir como gastar seu próprio dinheiro é algo de uma satisfação enorme para os jovens, que até então não costumavam ter essa liberdade”.
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O Fazendo a Diferença divulga ações e programas que buscam, de maneira criativa, solucionar problemas locais. Além de divulgar as iniciativas, a ideia é apresentar exemplos que possam ser disseminados em todo o país.
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