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Congressos e Seminários
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30 de Outubro de 2009
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Alunos criam soluções de combate às larvas do mosquito transmissor da dengue
Vivian Lobato
Enviada especial a Novo Hamburgo (RS)
Produzir um inseticida natural de baixo custo que combata as larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor do vírus da dengue. Esse foi o resultado alcançado por alunos de Ensino Médio dos estados do Ceará, Pará e Pernambuco que participam da 24ª Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), que acontece em Novo Hamburgo (RS).
O estudante João Batista de Castro, do Colégio Estadual Liceu de Maracanaú, do Ceará, produziu um extrato feito a partir de nim - árvore resistente à seca e que suporta temperaturas elevadas. A substância mostrou-se muito eficaz no combate às larvas do Aedes aegypti.
“No laboratório em menos de 48h as larvas estavam mortas, mas no meio ambiente o mosquito é mais resistente. Por isso, estamos na etapa do teste em campo”, explica o estudante, que monitora os resultados de 54 casas onde o inseticida está sendo utilizado. “Se der certo, vamos tentar comercializar, pois é uma alternativa barata, natural e biodegradável”.
As estudantes Thaysa Araújo e Jêssica Souza, do Colégio de Aplicação da UFPE, de Recife (PE), descobriram outra solução. Elas desenvolveram um inseticida feito a partir da semente da manga.
“Aquecemos a semente e retiramos a amêndoa que fica na parte interna. A partir dessa amêndoa, obtivemos um lipídio (gordura fornecedora de calorias e de ácidos graxos), que se misturado em água combate a larva do mosquito em até 48h”, exlica Thaysa.
Já no Pará, a estudante Adria Leonara, do CPADC/CCIA, descobriu que a momordica charantia, conhecida como melão-de-São-Caetano, também é muito eficaz no combate à larva.
“O melão-de-São-Caetano é muito usado no Pará na medicina doméstica, pois tem muitos princípios ativos. Com o extrato da folha verde, em apenas duas horas as larvas começaram a descamar. O pó do sumo da folha apresentou resultado positivo em apenas 40 minutos”, conta Adria.
Agora, Adria quer se aprofundar nos estudos para poder comercializar o pó, pois o clima quente e úmido do Pará favorece a proliferação do mosquito.
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