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Aprendiz auxiliará ampliação da comunicação do Conjuve
Aperfeiçoar e ampliar a comunicação. Estes serão os principais desafios da Associação Cidade Escola Aprendiz no Conselho Nacional da Juventude (Conjuve) em 2008. “O Portal Aprendiz é visto como referência em comunicação pelos outros integrantes, porque ele não é apenas institucional. Temos um site aberto, que não fala somente para outras ONGs”, explica a representante da instituição no conselho, Judith Terreiro, coordenadora institucional do Centro de Formação do Aprendiz . A intenção é aproximar a experiência do Aprendiz em produzir conteúdo de educação com o que o Conselho planeja para sua comunicação interna e externa. “O Aprendiz atrai estudantes, professores e educadores com reportagens e notas sobre educação. Creio que o Conjuve pode aprender com essa prática”, diz Judith. A Cidade Escola Aprendiz é integrante do Conjuve desde 2005, ano de criação do Conselho. Desde o ano passado, quando foi eleito suplente da cadeira de educação, o Aprendiz participa da Comissão de Comunicação. Outras cinco entidades dividem a responsabilidade: a Cipó Comunicação Interativa, a Associação de Software Livre (ASL), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) e a Comunicação do Gabinete do Palácio do Planalto. O presidente eleito do Conjuve é Danilo Moreira, secretário-adjunto da Secretaria de Juventude do Ministério da Educação e a vice-presidência é ocupada pela coordenadora do programa Juventude da Ação Educativa, Maria Virgínia Freitas. A comissão de Comunicação do Conjuve tem três objetivos centrais: articular a comunicação interna, pautar a mídia sobre questões da juventude e melhorar a visão que a sociedade tem sobre os jovens na faixa etária dos 14 aos 29 anos. “Queremos inclusive tornar pública as ações que sejam desempenhadas pelo Conselho”, reforça Judith. O Conjuve é formado por 20 representantes do governo federal e 40 entidades da sociedade civil, sendo que destas, 15 são instituições de apoio ao jovem – como o Aprendiz – e 25 são movimentos juvenis, escolhidas em processo eleitoral. A neutralidade política e a facilidade de articular-se com diferentes setores sociais também ajudam o Aprendiz na questão da comunicação, considera Judith. Para ela, o Conselho agrega entidades grandes e que atingem muitos jovens de uma vez, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), mas que não tem muito contato com agentes fora do âmbito da juventude. “Já o Aprendiz se articula com ONGs de catadores de material reciclável, com a prefeitura de Nova Iguaçu e com a Microsoft”, lembra a representante. “Falamos o tempo todo em articular as políticas públicas e as entidades privadas para o progresso da educação, aspectos necessários no Conselho”. Para Judith, participar do Conjuve por três anos trouxe mais visibilidade para o Aprendiz. “Outras organizações, que acreditavam que tínhamos um trabalho pontual e centrado só no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, passaram a conhecer a atuação nacional do Aprendiz e disseminar o conceito de bairro-escola”, diz ela. O Aprendiz já integrou, ao longo do tempo, as Comissões de Educação Integral e de Articulação com a Sociedade. “Nosso trabalho é mais de qualidade do que de quantidade, porque formamos jovens lideranças, tentamos integrar a comunidade com os jovens e os jovens com a comunidade”, afirma a coordenadora institucional. As eleições para o Conjuve, que aconteceram no dia 10 de dezembro de 2007, foram comemoradas pelo Aprendiz como um avanço no processo democrático. “No início, criticamos o Conjuve por ter sido construído com base na indicação oficial das organizações que iriam participar, e não com eleições”, afirma Judith. Para ela, as eleições corrigiram o problema. |
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