Horta em escola ensina importância da alimentação saudável

Ensinar as crianças o valor da alimentação saudável geralmente é uma tarefa árdua para os pais. Pensando numa maneira de ensinar a importância de uma boa alimentação e, simultaneamente, em como preservar a natureza, o centro de ciências agrárias da Universidade Federal de São Carlos, em Araras, no interior de São Paulo, está formando hortas nas escolas para ensinar com 72 crianças de 1 a 4 série da Escola Estadual Justiniano Whitaker de Oliveira.

Coordenado pelo engenheiro agrônomo e membro do departamento de biotecnologia vegetal da UFSCar, Carlos Augusto de Souza Martins, o projeto consiste em construir junto com os alunos hortas para o cultivo de hortaliças e vegetais. "O mais legal do projeto é que os estudantes estão adaptando coisas que eles aprendem em sala na construção da horta", conta o professor.

As aulas de matemática foram importantes para os estudantes aprenderem a medir a área de ocupação da horta, assim como a profundidade e a largura do local plantado. As de português para escreverem redações e pesquisarem sobre o tema. "Eles estão aprendendo muitas coisas na prática. Eles olham pela janela e "vêem" a fotossíntese acontecendo. É uma aula de ciências", comenta.

Acompanhado por oito estagiários e em parceria com outros professores, o agrônomo faz palestra sobre olericultura – ramo da horticultura que abrange um grande número de espécies de hortaliças, saúde e alimentação. Entre as hortaliças mais conhecidas das crianças estão o pepino, beterraba, cenoura e alface. "Não adianta querer plantar coisas que eles não conhecem direito, porque a idéia é que eles se interessem pelo alimento, então é mais fácil começar pelos conhecidos", afirma.

O professor ressalta que o projeto é importante também porque ele resgata o contato da criança com a natureza. "Parece brincadeira, mas há crianças que não sabem de onde vem o leite". Além da construção das hortas, há a intenção de levar as crianças para passeios em parques, fazendas e também de desenvolver um programa de saúde para as crianças. "Através desse projeto, é possível desenvolver um monte de atividades com os estudantes e o custo não chega nem a R$ 1 mil", ressalta.