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Mídia & Educação

13 de Outubro de 2009

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Coletivo de Vídeo Popular cria rede audiovisual com finalidade comunitária

Vivian Lobato

O Coletivo de Vídeo Popular busca multiplicar, ampliar e dar visibilidade ao trabalho de grupos audiovisuais da região metropolitana de São Paulo, sensibilizando e potencializando o audiovisual popular.

“A proposta do Coletivo é simples: não somos comerciais, não ganhamos, nem cobramos nada pelas exibições. Os vídeos precisam ter uma finalidade comunitária de atuação – seja pelo trabalho, proposta, exibição, atuação ou local”, explica Evandro Santos, um dos idealizadores do Coletivo de Vídeo Popular e integrante do Nossa Tela – que faz oficinas audiovisuais em escolas públicas.

O Coletivo reúne cerca de 20 grupos. São produtores, formadores, exibidores e distribuidores que, de maneira colaborativa, buscam constituir uma rede de comunicação, fortalecendo a integração entre os grupos já atuantes e levantando o debate sobre as políticas públicas da área.

Para isso, os grupos se encontram mensalmente. De acordo com Santos, o Coletivo é um grande grupo de trocas, de ajuda mútua. “Por exemplo, um grupo precisa de um projetor. Quem tem, pode emprestar. A reunião é um momento de discussão, desenvolvimento e troca. Cada um tem sua base, a sua comunidade. O que procuramos é fortalecer o trabalho dos coletivos que fazem parte desse Coletivo maior”, destaca.

Para Jonilson Montalvão, do Cineclube Lunetim Mágico e integrante do Coletivo de Vídeo Popular, o grupo é bom para estabelecer contatos e encaminhar propostas. “Não conhecíamos muita gente que também trabalha com vídeos independentes. É legal conhecer quem exibe, distribui e realiza essas produções. Nas reuniões, você conhece pessoas e encontra meios de encaminhar os projetos do coletivo e propostas para o poder público”, diz Montalvão.

Qualquer grupo ou pessoa ligada ao audiovisual pode participar das reuniões que acontecem mensalmente na Galeria Olido, região central da cidade de São Paulo.

Entre os grupos que constituem o Coletivo, estão: Nossa Tela, NCA - Núcleo de Comunicação Alternativa, CineEscadão, MUCCA - Mudança com Conhecimento Cinema e Arte, Cineclube Lunetim Mágico, Cine Consciência, Cine Favela, Mundo em Foco, CineCampinho, Cia Estudo de Cena, Cinema Nosso (RJ), Ação Educativa, Cineclube Polis, Cine Anônimo, Com olhar, CineBecos, Cinema de Guerrilha, Cine CRUSP e SACI.

Neste ano, o Projeto do Vídeo Popular foi contemplado pelo Programa VAI – Valorização de Iniciativas Culturais, da Prefeitura de São Paulo e, por meio deste apoio, desenvolve três frentes: o Circuito Exibidor, a Revista do Vídeo Popular e a III Semana do Vídeo Popular – que divulga e reflete sobre os trabalhos de vídeo popular do próprio coletivo e de outros.

“O dinheiro do VAI foi distribuído entre os coletivos participantes para ajudar em seus projetos paralelos, para o Circuito Exibidor e para a Revista do Vídeo Popular, de distribuição gratuita”, explica Santos.

Neste mês, o Coletivo de Cinema Popular está participando da mostra “Outubro Independente”, que está em cartaz de 13 a 22 de outubro no Centro Cultural São Paulo, região central da capital paulista.



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