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Repetência atinge 44,8% dos alunos na Paraíba
A defasagem escolar na Paraíba atinge 44,8% dos alunos matriculados nas escolas públicas e privadas do ensino fundamental em 2006. Segundo reportagem do jornal Correio da Paraíba, cerca de 350 mil crianças e adolescentes têm idade superior à adequada para a série que cursam. Em todo o País, esse atraso atinge 28,6%. Na zona rural, o atraso atinge 48,9% dos estudantes e há municípios como Santa Luzia, por exemplo, onde 73,8% dos estudantes estão defasados. De acordo com especialistas ouvidos pelos repórteres Cristina Fernandes e Katiúscia Formiga, a distorção idade-série é um dos maiores problemas da educação no País e tem várias causas: má qualidade de ensino, sistemas de avaliação inadequados, ingresso tardio das crianças nas escolas e, principalmente, as elevadas taxas de repetência e evasão. “A escola está cumprindo um papel assistencialista e o que está retendo os alunos na escola é a merenda e o Bolsa Família. O aprendizado está sendo deixado de lado. Quando há uma educação de qualidade e uma avaliação contínua, as taxas de repetência e evasão diminuem e a distorção idade-série também”, disse a professora de Didática e Avaliação da Aprendizagem do Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Izolda Ayres Viana Ramos. Na Paraíba, o índice de abandono dos estudos é de cerca de 10%, contra 8,9% em todo o Brasil. A evasão é parecida: a taxa está em 9,8%, a terceira maior do Brasil. Em todo o País, a taxa de evasão é de 6,9%. Para a professora da UFPB, a repetência pode colaborar com a evasão. “Em algumas situações, o aluno acaba sendo extremamente punido porque não aprendeu o conteúdo de uma disciplina. Mesmo que tenha aprendido o conteúdo das outras disciplinas e obtido sucesso, ele é obrigado a ver tudo novamente, o que é muito desestimulante”, afirmou. A reportagem do jornal paraibano diz que os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) provam a má qualidade do ensino na Paraíba. Em 2003, 68,2% dos alunos que chegaram à 4ª série não tinham desenvolvido as habilidades básicas de leitura e 67% apresentaram graves deficiências em Matemática. Mais de 30% dos alunos da 8ª série também apresentaram conceito “muito crítico” e “crítico” na área de Português. Em Matemática, esse percentual foi de 70,7%. Segundo o MEC, o Índice de Desenvolvimento da Educação Báscia (Ideb) na Paraíba ficou abaixo da média nacional (3) - numa escala de 0 a 10. Nas primeiras séries do ensino fundamental, a rede pública apresentou um índice igual a 2,7. Nas séries finais do fundamental, a educação pública apresentou o segundo pior índice do País (2,5). (Educacional) leia também
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