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Empreendedorismo: o jovem criativo e inovadorCarolina Gabardo Belo
Uma das discussões relacionadas ao trabalho foi a importância do empreendedorismo juvenil. O coordenador da área de empreendedorismo juvenil do Ministério do Trabalho, Alisson Araújo, conversou com a equipe da cobertura jovem: Como você define empreendedorismo? Bem, não existe definição concreta para empreendedorismo, cada um tem um termo específico para ser empreendedor. Mas a pessoa empreendedora tem que ser inovadora, criativa e persistente no que está buscando. Eu acredito muito nisso. O jovem tem que ser muito criativo, astuto, audacioso, não pensar no agora, mas no futuro dele. O empreendedor trabalha com que gosta e gosta do que faz. No que o empreendedorismo contribui para os jovens? Tem dois pólos que o empreendedorismo pode ajudar: um deles acontece nos estados onde a inserção no trabalho é difícil ou onde existe o preconceito com o jovem que mora na favela. Como as ONGs, na maioria das vezes, atuam com jovens da periferia, a gente verifica depoimentos como de uma mãe que disse que, graças ao projeto do surf que acontece lá, a filha dela conseguiu um emprego. Se não fosse isso, a jovem estaria desempregada. Você acha importante discutir o empreendedorismo na Conferência Nacional da Juventude? É fundamental! Ontem nós já debatemos no grupo de trabalho e uma das propostas do grupo fala sobre o empreendedorismo. O Brasil é um país muito empreendedor e a gente tem que investir sim, não ficar dependente somente de empresas privadas e do serviço público, mas sim para que a gente possa desenvolver. Como funciona o setor de empreendedorismo no Ministério do Trabalho? Nós firmamos convênios com organizações sociais para que a gente possa trabalhar o perfil empreendedor dos jovens, a qualificação em empreendedorismo e a auto-gestão de algum negócio. As organizações já têm alguma experiência de fundo de quintal ou uma fabriqueta de confecção, ou skate, prancha de surf. A gente vê que há uma demanda para isso e cria um empreendimento para que esses jovens possam criar seu próprio negócio. Vocês estão em contato com quantas organizações? Nós temos oito convênios, que já firmaram e já acabaram. Em atuação são três ou quatro. Em São Paulo, Florianópolis, Rio de Janeiro e Acre. leia também
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