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Especialista defende pedágio urbano em SP
O evento aconteceu na última quinta-feira (26/6) na sede da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), na cidade de São Paulo (SP). A ocasião reuniu arquitetos, urbanistas, planejadores, professores, artistas, especialistas e empresários preocupados com o futuro da metrópole. O objetivo do Conselho é promover a discussão de soluções viáveis para os problemas que a cidade enfrenta. Focando em alternativas para desafogar o sistema de circulação de São Paulo, Malta alertou para o caos e o colapso iminente que a cidade vive. “As cidades brasileiras atualmente passam por uma grande crise de mobilidade, em especial, São Paulo. Isso pode por em risco todas as atividades econômicas, políticas e sociais”, disse. “É preciso medidas urgentes. Não adianta aumentar as vias de circulação, pois elas só adiam o problema. Só esse ano, dados revelam que circulam pelas ruas de São Paulo 40% mais carros do que o ano passado. De um jeito ou de outro, sabemos que o automóvel é subsidiado pelo governo. O preço do diesel aumenta, a gasolina e o álcool se mantêm. O que explica isso? O automóvel virou um bem de consumo de toda a população. Você compra o carro e pode financiá-lo em até cinco anos”, explicou. Como saída para o fluxo da cidade, o urbanista defendeu o pedágio urbano, pois “a solução tem que correr mais depressa que o problema”. “A curto prazo, o pedágio seria a solução mais viável, pois inibiria o uso do automóvel, incentivando o uso do transporte público. O que de certa forma, cessaria um pouco essa batalha campal”. Malta também explica que o pedágio urbano já existe em outras cidades. “O pedágio é uma taxa paga para automóveis que desejam passar pelo centro expandido da cidade, um valor cobrado para desafogar essas áreas e seu entorno”. O preço do pedágio seria de aproximadamente R$4 e essa arrecadação garantiria a construção de uma linha de metrô de 16 km por ano, outra solução vista com sucesso para a cidade. “Paris tem uma estação de metrô a cada 500 metros. Precisamos ampliar nossa malha e nossa frota para diminuir a espera entre um trem e outro. Com o pedágio urbano seríamos capazes de realizar em 10 anos 160 km de linhas metroviárias”, explicou. Para o urbanista, o surto de desenvolvimento, a oferta de trabalho centralizada em pequenas áreas e aumento excessivo da frota automobilística foram os principais agentes da crise de mobilidade na cidade. Segundo Malta, diariamente muitos paulistanos andam mais de 20 km para trabalhar. Por exemplo, quem mora na zona leste e trabalha no centro ou zona oeste, onde existe a maior oferta de trabalho, atravessa a cidade. “Já virou costume. É uma pré-condição para quem mora em São Paulo sair de casa com bastante antecedência para chegar a tempo em seus compromissos”. leia também
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