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Congressos e Seminários

29 de Abril de 2008

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Educação é o tema com maior número de propostas na Conferência Nacional da Juventude

Ana Loiola

Enviada especial a Brasília (DF)

No Dia Internacional da Educação, 28 de abril, os jovens presentes na 1ª Conferência Nacional da Juventude, que acontece em Brasília até o dia 30, colocaram em pauta o assunto que mais trouxe propostas: a educação.

Com 965 propostas nas conferências livres, o tema foi discutido em quatro Grupos de Trabalho. Nas falas dos participantes era possível notar diferentes necessidades, mas as mesmas preocupações: a qualidade de ensino e a necessidade de criar mecanismos que permitam que o aluno possa freqüentar a escola.

Para o estudante Graciliano Augusto da Silva, do estado de Alagoas, é difícil acabar com a evasão escolar sem pensar diversas questões. “No Nordeste, as crianças trabalham na enxada a manhã inteira e depois vão para a escola. Lá, recebem uma merenda que é um copo de leite misturado com água e três bolachas”, disse.

“Nossos problemas são muitos: as crianças são transportadas em pau-de-arara; no inverno não estudam, porque é quando as famílias plantam e as crianças precisam trabalhar; os jovens são humilhados por não terem uma roupa adequada para estudar”, completou Silva.

Paulo Santos, da cidade de Jandira (SP), trouxe o problema do estado com pior nível de educação do país. “São Paulo é o estado que mais arrecada impostos e o que tem o pior nível de educação pública do Brasil. Além disso, o estudante de escola pública tem pouca expectativa: quando termina o ensino médio não tem mais o que fazer”, contou.

Representado os trabalhadores assentados e quilombolas do estado da Bahia, a estudante de Pedagogia do Campo, Edinólia Moreira de Oliveira, contou que o investimento na região é pouco para atender a todos os estudantes. “Temos várias experiências de educação no campo, mas não é o suficiente para a demanda que temos”, explicou.

Para Dimitry Soares, da Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais, o Brasil dá muita atenção ao ensino superior e deixa de lado a educação básica. “Não adianta pensar só em formar uma pessoa para trabalhar, precisamos garantir que todos, desde criança, tenham acesso à educação de qualidade”, disse.

Confira as reportagens produzidas pelos Jovens Comunicadores que participam da Conferência no site www.revistaviracao.org.br/juventude.




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