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Ensino Superior

06 de Novembro de 2009

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Alunos criticam distância do local de prova do Enade

Depois que centenas de candidatos foram escalados para prestar o Enem em locais distantes de casa, agora é a vez de universitários reclamarem do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), o antigo Provão. Alguns estudantes de São Paulo terão de enfrentar viagens de até três horas para fazer a prova, no domingo.

Quase 60 quilômetros separam a casa de Gustavo Biglia, de 19 anos, da escola onde vai prestar o Enade. Aluno do 1º ano de Direito do Mackenzie, mora na Aldeia da Serra, região oeste da Grande São Paulo, e fará a prova em uma escola em São Mateus, na zona leste da capital. "Achei um absurdo. Deviam ter mais consideração pelos alunos, ainda mais porque a prova é obrigatória", diz. Ao contrário do Enem, no Enade o aluno não se inscreve: é convocado a prestar o exame pelo Ministério da Educação (MEC).

Apesar de ter carro, Biglia usará transporte coletivo. Terá de recorrer a trem, metrô e dois ônibus e gastar, no mínimo, 3 horas e 11 minutos, pela rota sugerida pelo Google Maps. "Não conheço o lugar e não acho aconselhável ir de carro."

No caso do Enem, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza o exame, admitiu que houve erro do consórcio encarregado de aplicar o exame. Por isso, alterou o local de prova de alunos que fizeram pedidos formais de mudança. Isso não vai ocorrer no Enade. O Inep disse que os locais foram definidos por ordem alfabética. Na internet, a página para a consulta de lugares já tem a informação: "Não há possibilidade de alteração do local de prova."

Aluno de Administração da Anhembi-Morumbi no câmpus da Avenida Paulista, Danilo Tomaz, de 22 anos, acha absurdo o exame não ser aplicado na universidade onde estuda. "Vou ter de ir a lugar aonde nunca fui", diz o estudante, que mora em Santana, zona norte, e fará o Enade na Vila Madalena, zona oeste. Em nota, o Inep diz que a hipótese de Tomaz não pode ser adotada para preservar a "segurança" da prova e a "igualdade de condições" entre os participantes. Nenhum representante do Inep quis falar sobre o caso.

(O Estado de S.Paulo)




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